A vida…Nao, esquece. O tempo…Ah! Deixa para la tambem. As coisas…umm, muito amplo. Quer saber? Eu nao venho me deixando ser, nao venho me deixando ler, saber, querer, conhecer e escrever. Impondo limites e os desobedecendo. Estabelecendo metas e nao as percorrendo. Tenho ficado tempo demais olhando o vacuo…bah! Que vacuo, o que. Bobagens de adolescente, estou mesmo e me satisfazendo, me evoluindo, mas por enquanto ainda esta incerto. Sem atingir o proposito orginal, que alias, ja se desemereceu. Logo logo paro de procurar, paro de por virgulas e acentos e deixo voce inferir o que quiser, julgue que estou me desculpando por nao saber onde coloca-los, ou que simplesmente meu teclado e falho. mas ja nao importa mais, vou perdendo as virgulas os espacososacentoseosilencioenguloletrspalavrsetdomndoenvlta
Cinzentos (via capitanias)
(via capitanias)
Sobre o sentido que não temos. - Gabriela Santarosa (via boanoitecinderela)
(Source: ceciliando)
A MAIOR TRAGÉDIA DE NOSSAS VIDAS.
Morri em Santa Maria hoje. Quem não morreu? Morri na Rua dos Andradas, 1925. Numa ladeira encrespada de fumaça. A fumaça nunca foi tão negra no Rio Grande do Sul. Nunca uma nuvem foi tão nefasta. Nem as tempestades mais mórbidas e elétricas desejam sua companhia. Seguirá sozinha, avulsa, página arrancada de um mapa. A fumaça corrompeu o céu para sempre. O azul é cinza, anoitecemos em 27 de janeiro de 2013. As chamas se acalmaram às 5h30, mas a morte nunca mais será controlada. Morri porque tenho uma filha adolescente que demora a voltar para casa. Morri porque já entrei em uma boate pensando como sairia dali em caso de incêndio. Morri porque prefiro ficar perto do palco para ouvir melhor a banda. Morri porque já confundi a porta de banheiro com a de emergência. Morri porque jamais o fogo pede desculpas quando passa. Morri porque já fui de algum jeito todos que morreram. Morri sufocado de tanta morte; como acordar de novo? O prédio não aterrissou da manhã, como um avião desgovernado na pista. A saída era uma só e o medo vinha de todos os lados. Os adolescentes não vão acordar na hora do almoço. Não vão se lembrar de nada. Ou entender como se distanciaram de repente do futuro. Mais de duzentos e cinquenta jovens sem o último beijo da mãe, do pai, dos irmãos. Os telefones ainda tocam no peito das vítimas estendidas no Ginásio Municipal. As famílias ainda procuram suas crianças. As crianças universitárias estão eternamente no silencioso. Ninguém tem coragem de atender e avisar o que aconteceu. As palavras perderam o sentido.Fabrício Carpinejar (via extravios)
(Source: m-a-r-r-e-n-t-o, via hdcr)
Tachados como escravos, como símbolos do pecado, tua raca carrega nas costas um fardo antigo, de peso semelhante ao de chumbo. As mãos suadas e feridas, infectadas e impregnadas pelos traços da raça clara, são as únicas semelhanças com seus chefes, porém não mencione isso, por favor, não! A cicatriz da chibata ainda arde nas tuas costas, mas não ouse falar isso! Abaixe a cabeça e siga reto, junte as mãos a ponto de ouvir o ranger das impiedosas correntes de ferro, tão assassinas quanto eles, debochadas e desumanas, inquebráveis e firmes, sempre lhes lembrado do seu lugar, seu lugar de nascença, imutável, constante e injusto… silêncio! Ouviu o barulho? É hora da comida, mas lembre-se, divida com os porcos, o preço deles é maior que o seu. A areia agride seus pés, lar de doenças e insetos, apenas mais alguns sanguessugas que também extraem sua forca e sua esperança, deixando apenas resíduos da dor, que aos poucos, se espalham, se multiplicam e propagam por ai a ultima noticia, a tão esperada recompensa por tanto sofrimento: a liberdade! Ora, mas não a liberdade espiritual, mas sim a física, seu corpo esta livre, corra pelos campos com o que lhe resta, gaste sua energia e desmaie… mas saiba que em seu consciente você ainda é preso, é escrevo. Lacaio da Senhora da Dor, você espera apenas pela sua sentença, sua verdadeira liberdade: a Dama das Trevas, Deusa da Escuridão e Serva das chamas. Por que isso soa ruim? São suas raízes não é mesmo? As trevas, as chamas, a escuridão são seus irmãos e irmãs, sua terra natal e seu local de concepção, não foi o que lhe disseram? A Morte é da sua cor, você ouvia. Da sua laia e da tua raca. Bem, talvez ela seja mesmo só mais uma irmã, cansada dos preconceitos e das judiações, pronta para lhe acolher e te libertar de verdade. No final, foi ela mesma, a Negra, que te abriu as portas para a luz.
Sofia R; <>
Obs.: Texto um pouco atrasado ( muito atrasado), mas eu queria postar, me senti na obrigaçao de postar.

